Secretaria de Ciência e Tecnologia apoia APL da Apicultura
A secretária Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Kátia Born, disse nesta sexta-feira (05) ser fundamental a contraturalização dos novos Arranjos Produtivos Locais (APLs), enquanto projetos de inclusão produtiva, para o Estado. Ela destacou que a Secti e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) dão apoio a da apicultura, mais especificamente para a produção da própolis vermelha com o objetivo de fortalecer esse setor produtivo.
Segundo ela, que participou do ato no Palácio República dos Palmares, a contratualização envolve também a Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan), Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), Sebrae, Federação das Indústrias de Alagoas, Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Prefeituras. “O mais importante de tudo isso é que com essa contratualização todos os parceiros dizem o que vão fazer e, com isso os APLs se desenvolvem. Na apicultura, por exemplo, se produzia vinte toneladas de mel e hoje se produz 150 toneladas”, afirmou, assinalando a meta para 2010 é chegar a 300 toneladas do produto, o qual sendo aproveitado na merenda escolar, nos supermercados, nas exportações, em cosmético.
Na ocasião, a Secti em parceira com Fapeal e o Banco do Nordeste lançaram um edital para pesquisadores nas áreas de medicamento e pesquisa de campo. O edital lançado a respeito das linhas de pesquisas que vão ser contempladas para que haja profundo conhecimento sobre essa própolis. “Agora nós vamos entrar com mais uma etapa que é recursos para pesquisa, através de um convênio entre a Secti, Fapeal e Banco do Nordeste. Os técnicos farão o acompanhamento”, assinalou Kátia, ressaltando que a Secti está na APL da Tecnologia da Informação, onde os empresários estão juntos o Sebrae e Federação das Indústrias de Alagoas, tendo em vista a proposta do Cais Tecnológico de Maceió.
Para o presidente da Fapeal, Tadeu Gusmão Muritiba, é importante a contratualização dos cinco APLs, ou seja, de turismo, caminhos do São Francisco, Horticultura do Agreste, Inhame do Vale da Paraíba, da Pinha no Agreste e o da Laranja, no Vale do Mundau, porque são resultados dos trabalhos de parcerias de várias entidades (Seplan, Secti, Fapeal, Sebrae, Casa da Indústria. “Eles visam a formação de cooperativas, bem como capacitação técnica, transferência de tecnologia para os produtores”, afirmou Muritiba, lembrando que o Estado já tem nove e com mais cinco passa a ter 14 APLs.
Já a diretora de Política de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Secti, Lenilda Austrilino Silva, destacou a importância de a secretária ter anunciado o edital específico da Fapeal de pesquisa só para a própolis vermelha. Segundo ela, será concluído um termo de referência e as linhas de pesquisas que serão contempladas.
Ela considerou importante o ato de assinatura das contratualizações dos parceiros para os novos APLs, inclusive o de apicultura para a produção da própolis vermelha, apoiado pela Secti, que abrange os litorais Norte e Sul. “Ele tem um princípio ativo diferenciado das outras própolis do país. Essa própolis vermelha de Alagoas tem flavonóides (designação genérica de certos compostos naturais, derivados da flavona) que combatem a radicais livres e várias doenças. Um dos aspectos importantes é o uso medicinal dessa própolis. Está havendo estudo para fazer a sua indicação geográfica, que é indicar que essa própolis só existe em Alagoas”, explicou.



