Consultores de Pernambuco realizam oficina para criação de pólo
Primeira oficina para a implantação do Pólo Tecnológico de Maceió.
A secretária de Estado de Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SECTI), Kátia Born, o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas (Fapeal), Petrúcio Bandeira, comandaram a primeira oficina para a implantação do Pólo Tecnológico de Maceió. O evento aconteceu nesta quarta-feira, no Auditório da Secretaria Estadual de Planejamento. A oficina contou com representantes do governo, de empresas e academias que integram o Arranjo Produtivo Local da Tecnologia e da Informação (APL TI). “O objetivo da implantação do pólo é colocar Alagoas no mercado mundial de TI criando oportunidades inovadoras de desenvolvimento econômico e de geração de emprego e renda”, avaliou a secretária Katia.
A primeira oficina foi ministrada pelo consultor e professor doutor do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Fábio Silva e por Marcos Suassuna, consultor e professor doutor do Ponto Digital de Pernambuco. Interagiram na oficina representantes do Sebrae, da Ufal, da SECTI, da Fapeal, da Uneal, da Seplan, do Cesmac, da Uncisal, do Itec, entre outros.
Segundo Kátia Born, a primeira oficina representa o marco zero para a implantação do pólo tecnológico em Maceió. “Um projeto será elaborado para a sua viabilização ao fim dos trabalhos dos setores envolvidos”. O presidente da Fapeal, Petrúcio Bandeira, avaliou que o encontro representa um salto qualitativo na construção do pólo. “Estamos compartilhando experiências que estão sendo canalizadas para o contexto do Estado”.
O consultor Fábio Silva deu início à oficina afirmando que o objetivo do encontro é construir cenários que descrevam alternativas para a criação do pólo. “A soma de cada um de nós vai desaguar num consenso sem que, contudo, se perca a individualidade para se chegar em um objetivo comum”, analisou.
Com um foco no futuro - e não nos entraves para a criação do pólo - Fábio disse que a sua construção vai se dá a partir da interação entre empresas, governo e academias de ensino. “Para tanto, precisamos de três ingredientes: a institucionalidade, ou seja, regras, legislação, vontade política; organizações, como agentes de fomento, empresas, centros tecnológicos e governo, e referência territorial, que é a referência física. “O pólo tecnológico acontece quando se cruza esses três ingredientes” analisou Fabio. Na ocasião, a secretária Kátia afirmou que vontade política não falta e que Maceió terá seu pólo tecnológico.
Alexandre Câmara

