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Ciência e Tecnologia e FAPEAL discutem Plano Diretor do Semi-Árido

Discutir e promover o Planejamento Estratégico para a construção do Plano Diretor do Semi-Árido.

Ciência e Tecnologia e FAPEAL discutem Plano Diretor do Semi-Árido

Katia Born (SECTI) e Roberto Germano (INSA) discutindo o Plano Diretor do Semi-Árido

A Secretaria de Estado de Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SECTI), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (FAPEAL) e o Instituto Nacional do Semi-Árido (INSA)  realizaram, dia 16/08, reunião na Casa da Indústria, para discutir e promover o Planejamento Estratégico para a construção do Plano Diretor do Semi-Árido. O diretor do INSA – uma Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) - Roberto Germano Costa, está percorrendo todo o Nordeste brasileiro para ouvir as demandas que possam alavancar o desenvolvimento sustentável da região com riqueza e geração de emprego e renda.

“O objetivo do encontro foi ouvir idéias e sugestões de representantes de órgãos como Secretária Executiva de Agricultura, Irrigação, Pesca e Abastecimento, Secretaria Executiva de Planejamento e Orçamento, Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas de Alagoas (SEBRAE/AL) e Universidade Federal de Alagoas (UFAL) para podermos traçar o Planejamento Estratégico até outubro e validar o Plano Diretor da região até dezembro de 2007”, avaliou o diretor do instituto. O INSA, em cooperação com entidades locais, promove estudos e pesquisas científicas e tecnológicas visando integrar os pólos socioeconômicos e ecossistemas estratégicos para viabilizar o desenvolvimento sustentável do Semi-Árido.

“Pela primeira vez está sendo realizada uma ação específica para o desenvolvimento sustentável da região do Semi-Árido. Queremos diminuir as desigualdades regionais. O Semi-árido poderá gerar mais emprego, renda e riqueza para este país”, analisou Kátia Born, secretária da SECTI. Já a Diretora de Políticas de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da secretaria, Lenilda Autrilino, avaliou que para se conhecer melhor o Semi-Árido brasileiro é necessário investir na Educação Básica, através de um ensino contextualizado e na Educação Superior visando a produção de conhecimento sobre a área.

            O conceito básico do Planejamento Estratégico do INSA é pensar a semi-aridez como vantagem. “Temos que estabelecer quais são as plantas e os animais, por exemplo, que sejam adaptadas à essa região”,  avaliou Roberto Germano.

            Na ocasião o diretor do INSA apresentou às autoridades presentes as cinco etapas para a construção do Planejamento Estratégico. São elas: Planejamento de Atividades pela equipe do INSA em parceria com os gestores; a análise do ambiente externo; análise do ambiente interno; a formulação de estratégias; a formulação e validação do Plano Diretor.

            O conteúdo programático de estudos para o Instituto está dividido em grupos temáticos e subtemas. Entre eles, podemos citar: Meio Ambiente e Recursos Naturais e o subtema: Caatinga e Meio Ambiente - reconhecendo os recursos naturais. Outro grupo tem como tema o Agrossistema com os subtemas Agroecossistemas e Pecuária. Agroindústria e Energias Alternativas para o Semi-Árido, a partir dos produtos naturais e energias renováveis, foi outro ponto abordado no encontro. “Temos que nos preocupar com os recursos naturais para que possamos agregar valores à produção do Semi-Árido”, analisou a secretária Kátia. Os primeiros editais do INSA foram destinados a pesquisas com plantas nativas e o umbuzeiro utilizado na alimentação humana e animal.

            Segundo Roberto, ao todo são 40 estudos com a participação da sociedade. “O desafio é integrar os estados do Nordeste para construir um Plano-Diretor multi-facetário para atendermos a esta região. O planejamento tem que ter a cara da gente que vive no semi-árido”.  Na ocasião ficou definido que haverá outra reunião para se pensar nos primeiros editais que possam beneficiar o Semi-Árido alagoano.

 

Alexandre Câmara

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